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Escola de Manigoto

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As nossas gentes

As ruas,

varre-as,

não o vento,

nem o pensamento,

mas os donos do tempo.

Nossas casas

fitam rasas,

fitam vasas,

mas a nossa gente continuará,

até que cesse a esperança,

até que lhe pereça a alma de criança,

por mais espinhos,

e marés,

que se nos arremessem,

pois somos orgulhosamente do povo…

Não,

Não penseis que nos tentem,

pois está em nós, oh intendentes,

as almas puras das gentes

Manigoto, lugar de cabeças calvas,
lugar de cabeças sabedoras,
lugar de cabelos brancos,
fios santos.
lugar de braços velhos, vividos,
de braços sentidos, enternecidos.
Nobre povo,
no velho vê-se um novo.
És terra deserta,
mas com porta
e mão sempre aberta.
Lugar de
esforçada gente
burgo de nobre ventre.
Nem em terra seca
cessas espalhar tua semente.
Os teus socalcos
da vida fazem palco,
Nos teus socalcos
os teus ritos são tantos,
Jaze jamais, por isso, vossas cinzas
de vossos irmãos, quantos que são
e sempre que seja da vontade
do destino que os leve
haja alguém que os zele.

Manigoto e o Interior

Servirá este espaço para publicar conteúdos referente à aldeia de Manigoto, sita no concelho de Pinhel, com o intuito de mostrar não só as suas mais belas paisagens, mas também as suas gentes, as suas infra-estruturas e a enorme vontade de uma comunidade em persistir as suas tradições  e os seus testemunhos, numa altura em que a interioridade está a constituir um enorme entrave para a sobrevivência das comunidades rurais.

Este Blog, tentará, pois,  por todos os meios,  ser uma plataforma, para que residentes e emigrantes possam recordar a sua terra e se possam expressar e também para aqueles que se reconhecem na causa contra a desertificação rural.